Eu quero você. Não importa como, nem o tempo que leve. Mas eu quero você. Quero crescer contigo. Quero aprender, te ensinar. Escrever a nossa história , em um desenho lindo com sorrisos e suspiros. Que não sai, não muda, não se apaga.
Andando pela calçada te imaginei conhecendo pela primeira vez de milhares de maneiras diferentes. Se não fosse como foi talvez não seríamos o que somos. Mas mesmo assim te imaginei esbarrando comigo ao virar uma esquina, trocando olhares no atravessar de uma rua, devolvendo algo que você deixou cair, e outras primeiras vezes que eu te veria e você saberia que eu estava ali. Mas é o que é, então vou imaginar o que seremos daqui pra frente. Juntos.
Mas eu não posso reclamar. É, não posso reclamar. Mas eu queria reclamar, conversar, entender, decidir. Ou então gritar, berrar, rugir, enlouquecer até você verbalizar uma improbabilidade tal como “garota, cala essa boca lotada de marimbondos e pequenas palavras mal escolhidas e vê se escuta isso: eu amo você demais.
Eu prometi pra mim mesmo não escrever mais nada sobre você, ou para você. Eu prometi que iria seguir em frente, que iria me livrar de todo e qualquer pensamento que me levasse até você. Mas não dá. Até mesmo a folha de outono que cai no quintal me faz lembrar que um dia fomos felizes como a primavera, quentes como o verão e nem perto fomos de sermos frios como o inverno.